Shabat de Sukkot · Michael Berg

Agarrar a Luz do Criador

Sete dias no Santo dos Santos: o único tempo do ano em que qualquer pessoa pode segurar a Luz com as próprias mãos.

Palestra · Shabat de Sukkot

✦  Esta página é uma síntese da palestra de Michael Berg Shabbat Sukkot: Blessings from the Hands of the Creator, no OneHouse do Kabbalah Centre. É só um mapa: ouçam Michael Berg diretamente. A palestra tem legendas em português.

1 · Pontos-chave

2 · Resumo

Michael Berg abre dizendo que Sukkot não pede informação nova. Pede meditação. O Shir HaShirim descreve o que acontece nestes dias como um abraço: o Criador nos traz para a câmara mais íntima. No mundo físico, o lugar mais próximo disso era o Santo dos Santos no Templo, aberto a uma única alma, uma única vez por ano. Os kabalistas ensinam que, em Sukkot, cada um de nós, com a meditação, o desejo e a consciência adequados, entra nesse lugar durante sete dias, e o efeito de cada pensamento lá dentro não é dez nem mil vezes maior, é um bilhão de vezes maior. Não importa quem somos nem o nosso nível. Importa o quanto estamos conscientes de onde estamos.

O Midrash revela o segredo das quatro espécies: o etrog, o lulav, a murta e o salgueiro representam, cada um, a própria Luz do Criador. Por isso, no Shabat de Sukkot, quando não usamos as ferramentas físicas, nós as seguramos num nível ainda mais alto. Durante o ano, atraímos a Luz com orações e ações. Só uma vez a Torah conta que um ser humano agarrou o Criador: quando Moshe impediu a destruição dos israelitas. Agarrar é ter a capacidade de dizer "não, é isto que vai ser". O Ramban chama isso de segredo profundo das quatro espécies, e Rav Naftali de Ropshitz diz o que parece impossível: em Sukkot, a pessoa pega a Luz do Criador nas mãos e pode fazer o que desejar com ela. Ao mesmo tempo, o Rosh ensina que, ao sacudir as quatro espécies, enfraquecemos a força contrária, que acorda antes de nós todos os dias. E, como a criança na loja de doces que preferiu as mãos grandes do dono às suas, pedimos V'hasi'enu et birkat moadecha: que as bênçãos venham das mãos do Criador.

3 · Atrair ou agarrar

O centro da palestra é uma diferença pequena na forma e enorme na consciência.

Durante o anoEm Sukkot
Estou num nível baixo e atraio a Luz para baixo com orações, conexões e ações.Qualquer pessoa, em qualquer estado espiritual, pode agarrar a Luz do Criador.
Estou conectado ao Criador.Hashem Li, lo ira: quando o Criador é meu, não tenho medo de nada.
A força contrária age com 100% da sua força.Pelos na'anu'im, ela cai para 90, 70, 50%, conforme a nossa conexão.
Tento pegar as bênçãos com as minhas mãos.Peço que venham das mãos do Criador, que são infinitas.

4 · Frases para contemplação

  • "Dependendo do nível da nossa consciência, será a quantidade de Luz que vamos receber."
  • "Estou no Santo dos Santos, mas a consciência é tudo."
  • "Quando o Criador é meu, consigo superar qualquer tipo de medo."
  • "Mãos humanas, por maiores que sejam, comparadas às mãos do Criador, são pequenas."

5 · Para levar com você

Takeaways
  • Na suká, medite mais do que socialize: a comunidade é uma bênção, mas o trabalho mais importante ali é a meditação.
  • Lembre onde você está: a cada vez que sentar na suká, diga a si mesmo "estou no Santo dos Santos".
  • Troque atrair por agarrar: desta vez, não peça de longe. Segure a Luz do Criador.
  • Diga Hashem Li: quero que o Criador seja meu, para atravessar qualquer medo do ano.
  • Enfraqueça a força contrária agora, para não enfrentá-la com 100% da força nos próximos doze meses.
  • Invista esforço de verdade (y'gia): segundo Rav Ashlag, é o único fator que separa quem completa a jornada da alma.

6 · Plano de Ação · 5 momentos na suká

0 de 5 momentos concluídos
1
Momento 1 · Ao sentar na suká
Entrar no Santo dos Santos

Lembrar onde estou multiplica o efeito de cada pensamento.

antes de comer ou conversar, pare por um minuto e diga, por dentro: estou na câmara mais íntima, no Santo dos Santos. Só então comece.

DicaFaça isso toda vez que entrar na suká, não só na primeira.
2
Momento 2 · As quatro espécies
Segurar a Luz

O que seguro nas mãos representa a própria Luz do Criador.

ao segurar o lulav e o etrog (ou, no Shabat, ao imaginá-los), medite que você não está segurando ramos, está segurando a Luz do Criador.

DicaNo Shabat de Sukkot, a conexão acontece num nível ainda mais alto, sem a ferramenta física.
3
Momento 3 · Diante de um medo
Hashem Li, lo ira

Quando o Criador é meu, não há medo que eu não possa superar.

escolha um medo concreto que você leva para o novo ano. Segure-o na consciência e repita: quero que o Criador seja meu.

DicaRepita a frase cem vezes ao longo do dia. Quanto mais meditamos, mais forte fica.
4
Momento 4 · Nos na'anu'im
Sacudir a força contrária

Cada movimento diminui a força que tenta nos separar da Luz.

ao sacudir as quatro espécies, diga à força contrária: você achou que teria 100% da sua força contra mim este ano? Não.

DicaPense em um padrão reativo específico que você quer enfraquecer nos próximos doze meses.
5
Momento 5 · No Musaf e ao longo do dia
As mãos do Criador

Não queremos ser nós a pegar; queremos receber das mãos que não têm limite.

lembre-se da criança na loja de doces. Diga, sentado na suká: V'hasi'enu et birkat moadecha, e solte a necessidade de controlar como as bênçãos vão chegar.

DicaTermine o dia agradecendo por uma bênção que você não teria conseguido pegar sozinho.
Mantra do Shabat de Sukkot

"V'hasi'enu et birkat moadecha. Que as bênçãos desta abertura cósmica venham das mãos do Criador, e não das minhas."

Sente-se na suká sabendo onde você está: dentro da câmara mais íntima, com a Luz do Criador ao alcance das mãos. Chag Sameach.

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