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Billy Phillips · Parte 1 de 2

Os Segredos de Rosh Hashaná

Não é o ano novo.
É a cabeça e a semente do ano inteiro.

KABBALAHSTUDENT.COM · 9 DE SETEMBRO DE 2019

Tradução integral do artigo de Billy Phillips, publicada com a permissão do autor. Ele estuda com o Rav Berg e Karen Berg desde 1989, e este texto desmonta praticamente tudo o que se costuma dizer a respeito deste dia. Ele pede que se leia devagar, e duas vezes.

Billy Phillips
Billy Phillips Estudante de Kabbalah · kabbalahstudent.com

Este artigo é dele, traduzido para o português com a sua permissão. Billy estuda com o Rav Berg e Karen Berg desde 1989, e é uma das vozes que tornou esta sabedoria acessível para milhares de pessoas fora da sala de aula.

Leia mais em 137.org

O ano hebraico de 5780, que correspondeu principalmente a 2020 no calendário ocidental, foi tomado por desafios e por um caos como não se via havia décadas.

Ao mesmo tempo, enquanto o vírus colocava o mundo em quarentena, muitas pessoas encontraram grandes bênçãos ao serem forçadas a colocar a própria vida em ordem de prioridade. Pessoas encontraram sentido, felicidade e propósito dentro da família. Então, no meio da enorme desunião, do comodismo e do conflito que tiraram o mundo dos trilhos em 2020, há muitos que encontraram unidade, amor, família e prioridades mais profundas. Agora 2021 chegou. E o mundo continua dividido. O caos está em toda parte. O que podemos fazer? O poder de Rosh Hashaná foi um segredo profundo durante séculos. Nós podemos alterar o nosso destino e o destino do mundo.

O que nos leva aos segredos escondidos dentro de Rosh Hashaná.

Não se engane: 99% dos rabinos, dos líderes religiosos e das pessoas comuns no mundo inteiro não fazem a menor ideia da verdade e do propósito de Rosh Hashaná.

Eu não disse 95%.
Eu não disse 98%.
Eu disse 99%.

Certo. Eu estou errado. Na verdade são 99,999% das pessoas, incluindo rabinos, pessoas observantes e pessoas seculares, que não têm a menor ideia do poder e da promessa que esta conexão metafísica de nome engraçado oferece a toda a humanidade.

Hoje isso muda.

Você quer controlar o seu ano inteiro? Você quer influenciar profundamente o caos indescritível ligado ao Coronavírus, ao Irã, à Coreia do Norte, à violência nas ruas, aos furacões, aos terremotos, à desunião e à corrupção políticas, e também à nossa depressão, ansiedade, preocupação, dúvida, aos relacionamentos ruins, à ausência total de relacionamentos, à solidão e a todo o resto que subtrai da felicidade humana e da SUA felicidade?

É isso que Rosh Hashaná nos oferece. Garantido. Mas você vai precisar continuar lendo para acessar esse poder impressionante, escandaloso e inegável que espera há vinte séculos que a humanidade finalmente o utilize em todo o seu potencial.

Você pode mudar os próximos doze meses da sua vida e deste mundo. E você pode até se livrar do deboche, do cinismo e da dúvida que talvez você carregue diante desta promessa poderosa.

Tudo o que você precisa trazer é um pouco de esforço. Como continuar lendo.

Pronto? Vamos começar.

01

Encontrando o segredo

A verdade real, o segredo de todos os segredos a respeito desta antiga "festividade", foi escondida, guardada dentro da antiga sabedoria da Kabbalah durante milhares de anos.

Ao longo da história, a maioria dos rabinos jamais sonhou em explorar a sabedoria da Kabbalah para descobrir esses segredos. Por isso, durante milhares de anos, Rosh Hashaná deixou de cumprir a promessa de renascimento pessoal e global, de uma vida melhor, de uma vida plena e da paz mundial para toda a humanidade.

...Até agora!

O que você está prestes a ler contém os segredos mais surpreendentes a respeito de Rosh Hashaná! Por isso, leia devagar e leia tudo duas vezes. Há material aqui para iniciantes e há material aqui para estudantes avançados, se você ler até o fim, na Parte Dois.

Vamos primeiro explorar os grandes e estúpidos mal-entendidos que cercam Rosh Hashaná.

02

O primeiro mal-entendido e a primeira corrupção

Primeiro: Rosh Hashaná não é uma festividade para judeus. A palavra judeu nem sequer aparece na Torah para descrever alguma religião. Não existe uma religião chamada judaísmo nem um grupo religioso chamado judeus.

O termo correto é Filhos de Israel, ou israelitas. E a suposta religião é chamada, de maneira mais apropriada, de Torah, ou O Caminho da Torah.

A Torah foi dada a Moshe no Monte Sinai há 3400 anos para que os Filhos de Israel a usassem para trazer o fim da morte, da dor e do sofrimento para toda a humanidade, compartilhando esses segredos com toda a humanidade e erradicando o egoísmo e os aspectos egocêntricos da nação israelita. Ponto final.

Eu sei que isso não é bonito de ouvir. Eu sei que é duro. Mas por favor não me culpe. É isso que todos os kabalistas ensinam ao longo da história.

Se você ainda não surtou, vamos seguir em frente...

Segundo ponto: Rosh Hashaná não é uma tecnologia exclusiva nem uma "festividade" dada apenas aos israelitas. O kabalista Rav Berg tentou martelar este ponto durante décadas.

É uma ferramenta e uma tecnologia criada para beneficiar toda a humanidade, todas as nações e todas as religiões. É universal. Eu repito: é universal.

A razão pela qual todas as nações, todas as religiões e todos os povos sofrem é que eles perderam o controle sobre os acontecimentos que se desenrolam ao longo dos doze meses do ano. Eles são vítimas indefesas da circunstância e do caos porque nunca acessaram a tecnologia de Rosh Hashaná para conquistar o controle total sobre os doze meses.

E aqui vai mais um mal-entendido enorme: tradicionalmente, Rosh Hashaná é conhecido como o "Ano Novo". Também é entendido como um tempo de julgamento, no qual o Criador supostamente faria um acerto de contas dos nossos atos do ano anterior. Segundo a Kabbalah, as duas descrições de Rosh Hashaná são imprecisas.

Os kabalistas ensinam que a Força que chamamos de Deus não preside um tribunal celestial, decidindo quem será perdoado e quem será punido. E prepare-se para esta: Rosh Hashaná acontece de fato no sétimo mês do calendário hebraico, portanto ele não marca um ano novo.

E Rosh Hashaná não tem nada a ver com ser judeu! Uau. Como eu já mencionei (e isso precisa ser martelado na nossa consciência repetidas vezes, por causa de tantos séculos de lavagem cerebral e condicionamento social), a palavra "judeu" não existe na Torah nem no Zohar no sentido de religião. As pessoas que receberam a Torah de Moshe no Monte Sinai são os Filhos de Israel, os israelitas. (Viu, você quase esqueceu.)

Então qual é a história de Rosh Hashaná ser um "ano novo" e um tempo de "julgamento" para os judeus? Vamos descobrir...

03

O tribunal de causa e efeito entra em sessão

A ciência pode nos oferecer alguma percepção sobre o verdadeiro significado de Rosh Hashaná. Um princípio da física afirma que para toda ação existe uma reação igual. Para toda causa existe um efeito.

Rosh Hashaná é construído sobre esse alicerce, a lei universal de causa e efeito. É isso. Nada mais. Mas causa e efeito é uma das verdades mais profundas e impressionantes deste mundo.

Ainda que possamos não estar conscientes disso, quando nos comportamos de maneira desdenhosa, grosseira ou indelicada, nós despertamos forças negativas. Quando trapaceamos, mentimos, roubamos, insultamos ou machucamos outras pessoas, uma força de energia negativa passa a existir. Claro que essas entidades e forças escuras são invisíveis para nós, e por isso permanecemos inconscientes da existência delas. Isso serve ao propósito do livre-arbítrio. E o nosso ego foi projetado para nos fazer dizer: "isso é ridículo". Continue escutando o seu ego se você quiser continuar chafurdando na autopiedade, no caos, na dor e num mundo à beira da destruição, com vírus e com mais mulheres e crianças morrendo nas ruas.

Você não quer isso, certo? Ótimo. Então desligue o ego, jogue fora a dúvida, esmague o ceticismo e continue lendo.

Cada vez que perdemos a paciência, reagimos com raiva ou perdemos a cabeça, puf!, nós criamos uma força real de escuridão, um bloqueio que gruda em nós. Leve um minuto e pense em todas aquelas vezes em que você esteve de mau humor ao longo do último ano.

Essas forças negativas são a causa invisível por trás de todas as coisas que simplesmente "acontecem" de dar errado na nossa vida.

Veja bem: a Luz do Criador brilha sempre. Ela nunca vai embora. O problema é que as nossas ações negativas e egocêntricas penduram uma cortina que bloqueia a Luz.

Então, se Deus não existe para você, se você duvida da existência Dele, se você não consegue enxergar nenhuma energia Divina conduzindo este universo, é porque o ego fabricou tantas cortinas blecaute que essa Luz FOI banida da sua realidade pessoal. Você tem razão. Não há divindade, não há Criador, não há Luz supernal na sua vida, porque ela foi posta de lado pelos bloqueios que nós mesmos criamos.

Eu sei. Mais uma verdade dura e humilhante, que nos tenta a dizer: "besteira!".

Rosh Hashaná é a nossa oportunidade de confrontar e combater toda a energia negativa e todos os bloqueios despertados pelos atos egoístas e reativos que cometemos durante o ano anterior. Neste momento especial, o ciclo espiritual do universo está estruturado de tal forma que as consequências dos nossos atos descuidados, do nosso comportamento intolerante e das nossas palavras que machucaram voltam para nós com força total!

E aqui vem um conceito-chave: essas repercussões das nossas próprias ações é que se colocam em julgamento diante de nós. NÃO O CRIADOR!

O tribunal de "Causa e Efeito" entra em sessão. Pense nisso como um efeito bumerangue. Sim, um bumerangue (chame de Karma, se isso deixar você mais confortável).

Cada palavra que falamos, cada ação que realizamos, cada ato que cometemos é mais um bumerangue que lançamos no cosmos. A cada Rosh Hashaná esses zilhões de bumerangues voltam para a nossa vida, todos os positivos e todos os negativos.

Este efeito bumerangue em Rosh Hashaná não é exclusivo dos israelitas. Segundo os sábios kabalistas, a experiência de causa e efeito é compartilhada por toda a humanidade durante este período específico, percebam eles ou não, acreditem eles ou não.

Quando Deus disse aos israelitas para se tornarem uma Luz para todas as Nações, isso significa que deveríamos compartilhar esses segredos kabalísticos com o mundo inteiro, para que todas as nações e todas as fés pudessem evitar a dor, o julgamento e o sofrimento.

Vamos colocar tudo em termos ainda mais simples: os kabalistas ensinam que a realidade é como um espelho. Olhe para um espelho e sorria, e a imagem sorri de volta. Se xingarmos o espelho, a imagem nos xinga de volta. Nós criamos o nosso próprio inferno ou o nosso próprio céu. Não Deus.

É assim que a vida funciona, percebamos isso ou não. Quando realizamos um ato negativo no nosso mundo, o "espelho cósmico" reflete essa energia negativa de volta para nós durante Rosh Hashaná.

Então, como você já consegue ver, o Criador nunca se coloca em julgamento sobre nós, e nós nunca somos obrigados a comparecer a julgamento diante do Criador.

Ah, você quer entender esse conceito um pouco melhor? Certo, então continue lendo...

04

Crime e castigo

Deus não pune.
Deus não recompensa.

Este talvez seja o maior mal-entendido que as pessoas têm a respeito do Criador.

Existe apenas uma Força, uma única fonte de energia Divina para todo o cosmos, assim como existe apenas uma força elétrica correndo pela sua casa neste exato momento. Essa Força é apenas boa, positiva, infinitamente compassiva. A maioria das pessoas costuma chamar essa força infinita de "Deus".

Agora considere o seguinte: a eletricidade enriquece a sua vida fornecendo energia para todos os aparelhos da sua casa. Mas essa mesma força também pode ser usada de forma destrutiva. Enfie o dedo numa tomada e você pode se matar.

Óbvio!

Mas a natureza da eletricidade nunca mudou. Seria absurdo dizer que a eletricidade "puniu" você. Da mesma forma, o Criador nunca nos pune. Nunca! Jamais! Nós mesmos escolhemos colocar o dedo na tomada por meio de conduta errada, sabendo ou sem saber.

Nós sempre temos a livre escolha de como reagimos (ou proagimos) diante dos desafios da vida.

Você já reparou que, quando sabemos que algo é errado, muitas vezes escolhemos fazer assim mesmo? Seja perder a cabeça, comer demais, dormir demais, trabalhar demais ou reagir demais aos obstáculos e desafios que a vida joga no nosso caminho, sempre nos sentimos compelidos a fazer o que sabemos que não deveríamos.

Da mesma forma, você já reparou que, quando sabemos que algo é certo, correto, bom e benéfico para nós, nós abrimos mão disso pela opção negativa? Ou adiamos até esquecer completamente?

Claro que já. Você faz isso o tempo todo quando o assunto é comer de forma mais saudável, se exercitar, passar mais tempo de qualidade com a família, tentar controlar o temperamento, ir ao dentista, não gritar com quem você ama tanto quanto você grita, e assim por diante.

Pois bem, adivinhe: nós temos a liberdade de nos envolver em atividade negativa ou em ações positivas. A escolha é sempre nossa. Mas o que talvez você não saiba é que existe uma força escura e perigosa que tenta constantemente puxar você para a escolha e a ação negativas, 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Vamos agora definir todo o conceito de atividade negativa e, com isso, ver como realizamos atos equivocados sem perceber, todos os dias da nossa vida.

05

Crimes e delitos

A atividade negativa pode se materializar de formas grandes e pequenas. Considere os "pecados" do assassinato, da fala maldosa e do adultério:

Assassinato

Nós podemos matar alguém fisicamente, mas também podemos matar alguém emocional e espiritualmente. Nós podemos assassinar o corpo de uma pessoa, mas também podemos assassinar o caráter de uma pessoa (quem não gosta de fofocar sobre os outros?). Nós podemos destruir os relacionamentos de alguém, mas também podemos arruinar o sustento dessa pessoa quando a enganamos nos negócios.

Os kabalistas ensinam que o pecado de "derramar sangue" não se limita à violência física. "Derramar sangue" também se refere à vergonha e ao constrangimento que causamos aos outros, forçando o sangue a subir ao rosto deles por humilhação, quando os destratamos ou os diminuímos por causa das nossas próprias inseguranças e do nosso egoísmo.

Fala maldosa

Segundo os kabalistas, qualquer forma de fala maldosa ou de fofoca, mesmo a respeito de alguém que nunca conhecemos, é um dos crimes mais graves que uma pessoa pode cometer. A fala tem poderes tremendos. Quando falamos mal dos outros, nós não apenas danificamos a vida deles, nós também danificamos a nós mesmos e até o mundo inteiro.

Em Rosh Hashaná, as nossas palavras destrutivas voltam para nos assombrar!

É isso. Você pode negar. Você pode contestar. Você pode viver na autonegação. Mas não acreditar na lei da gravidade não vai impedir você de se espatifar na calçada se você der um passo para fora de um prédio alto.

A fala maldosa não tem como dar certo. E nós pagamos por ela todas as vezes que a praticamos. Talvez Karen Berg diga isso da melhor forma:

"As pessoas deveriam se preocupar mais com o que sai da boca delas do que com o que entra." Karen Berg

Adultério

O conceito de adultério não se limita a casos extraconjugais. Uma pessoa também pode cobiçar o negócio de outra, os filhos de outra ou os bens materiais de outra. A inveja e o adultério acontecem quando deixamos de apreciar plenamente tudo o que temos. E essa falta de apreciação acontece quando conquistamos os nossos bens por meio de comportamento egocêntrico. No instante em que você lança o olhar sobre os bens de outra pessoa e fantasia que eles são seus, ou experimenta ciúme no coração, você cometeu uma forma de adultério.

Assustador, não é? Difícil de admitir, não é?

06

Tentando negociar a pena

Agora que entendemos que existem repercussões reais associadas ao nosso comportamento negativo, grandes e pequenas, podemos ser tentados a pedir um perdão ou a buscar absolvição alegando desconhecimento da lei de causa e efeito.

Sinto muito.

O desconhecimento da lei não é desculpa, e as leis naturais do universo não podem ser violadas sem consequências. Você não pode alegar desconhecimento da lei da eletricidade enquanto está tocando um fio de alta tensão energizado.

Mas não se desespere! Também é uma lei espiritual do universo que, quando uma pessoa realiza uma mudança básica na própria natureza, o universo precisa responder e refletir essa energia milagrosa de volta para nós. Nós podemos então usar essa energia para alterar o nosso destino e desviar julgamentos.

A primeira coisa que precisamos fazer para trazer mudança é admitir que somos culpados. Você precisa aceitar a responsabilidade. Você precisa se tornar responsável pelas suas ações, especialmente por aquelas das quais você nem tem consciência! (Isso talvez seja a coisa mais difícil de fazer.)

Mas você consegue. Feche os olhos, agora mesmo, e simplesmente solte. Admita. Assuma. Procure dentro de você. Admita o maníaco egocêntrico que você é em vários momentos da sua vida!

Não se preocupe, nós vamos continuar amando você, incondicionalmente! Na verdade, você vai se surpreender com o quanto as pessoas realmente se aproximam de você quando você admite todos os seus traços egocêntricos e invejosos. Elas começam a se sentir bem em relação a você por razões que nem elas entendem. Quando você age com ego, a suposta amizade delas se apoia no medo, no interesse próprio ou em outros pretextos falsos e ilusórios. Então não tenha medo de confessar e de mostrar o seu lado vulnerável.

Agora, com todo o seu coração e toda a sua alma, você precisa fazer todo esforço possível para mudar os nossos caminhos durante a conexão de Rosh Hashaná.

Essa mudança interna começa com o som poderoso e majestoso de um chifre.

07

O segredo do Shofar

Infelizmente, a maioria das pessoas associa o toque do Shofar à tradição. Ele é visto como uma atividade cerimonial. Um ato simbólico de comemoração. Bobagem! (e eu estou sendo educado ao usar essa palavra).

Nada, absolutamente nada, poderia estar mais distante da verdade.

Francamente, o simbolismo e os rituais tradicionais não oferecem nenhum benefício prático para a nossa existência atual. Quem precisa deles? Quem se importa com eles?

Os antigos kabalistas não davam a mínima para tradição, símbolos e rituais cegos. Os kabalistas eram tecnólogos. Eles fazem os meninos e as meninas do Vale do Silício parecerem fanáticos religiosos e espirituais em comparação.

Como permanecemos ignorantes quanto ao verdadeiro propósito do Shofar, o efeito dele na nossa vida tem sido insignificante. Dois mil anos de dor e sofrimento são a prova dessa verdade dura. Em vez de ser um instrumento impressionante de poder, o Shofar permaneceu um símbolo infrutífero de tradição.

Acompanhe esta com muito cuidado... O poder do Shofar só pode ser expresso quando o conhecimento do seu verdadeiro propósito está instalado dentro da nossa consciência. Em outras palavras, saber por que tocamos o Shofar é a corrente elétrica que o liga.

O conhecimento é o que energiza o Shofar.

Então, o que é o Shofar, você pergunta? Boa pergunta. (E eu estou contente e bastante impressionado que você ainda esteja lendo.)

Em essência, ele é uma arma saída de Guerra nas Estrelas, não do filme, mas do programa militar dos Estados Unidos: a Iniciativa Estratégica de Defesa. (Agora tente explicar esse conceito há alguns milhares de anos. Alguma dúvida sobre por que a Kabbalah foi rotulada de misticismo?)

Nos anos 1980, durante o mandato de Ronald Reagan como presidente dos Estados Unidos, os militares americanos imaginaram um sistema de defesa capaz de impedir efetivamente que um míssil nuclear atingisse o seu alvo. A estratégia envolvia vários satélites a laser orbitando o planeta, capazes de derrubar qualquer míssil lançado contra os Estados Unidos.

Em termos espirituais, os mísseis nucleares correspondem aos decretos de julgamento que vêm na nossa direção. Os bumerangues! E nós somos os alvos. Ou, mais especificamente, os alvos são os bloqueios negativos (puf!) incrustados na nossa alma como resultado do nosso comportamento egocêntrico ao longo do ano anterior.

Recapitulando: cada vez que reagimos no último ano, nós criamos um bloqueio, um sensor remoto, para que os "bumerangues de julgamento" possam encontrar o alvo deles durante Rosh Hashaná.

Os "julgamentos" são como mísseis teleguiados por calor, que detectam o alvo e então atacam. Diferentemente dos satélites militares a laser, que derrubam os mísseis, o Shofar faz melhor: ele remove os próprios alvos. Em outras palavras, o Shofar bane todos aqueles bloqueios e alvos desagradáveis do nosso ser interior.

Agora os mísseis não têm para onde ir! Eles não conseguem detectar os alvos, porque os alvos foram removidos. Vamos examinar essa ideia mais a fundo.

08

Uma arma movida a laser

O som que emana do Shofar opera como um feixe de laser espiritual, que dissolve todos os bloqueios de energia negativa que criamos ao longo dos últimos doze meses. Exatamente como um ultrassom dissolve aquelas pedras nos rins desagradáveis, que causam uma dor tão excruciante.

Esses bloqueios que nós mesmos inserimos dentro de nós são o que atrai os julgamentos e os mísseis. O som místico do Shofar age como um agente de limpeza, uma vibração de ultrassom místico que penetra cada fresta e cada fenda do nosso ser, removendo resíduos negativos e purificando a nossa alma. Uma vez removidos esses bloqueios, os julgamentos perdem os alvos deles.

Vuuuush, eles passam voando bem por cima da nossa cabeça, errando os alvos.

09

Destruindo as provas

Outra forma de entender a função do Shofar é por meio da seguinte analogia:

Imagine você mesmo como réu num tribunal. Você está diante de um promotor habilidoso. A missão única dele é conseguir um veredito de culpado contra você, e ele possui todas as provas necessárias para obter essa condenação.

Mas suponha que você pudesse destruir todas as provas dele. Imagine se você pudesse apagar todos os depoimentos, jogar fora todas as declarações e queimar toda a documentação que sustenta e comprova o caso dele.

É exatamente isso que o som do Shofar realiza nos Mundos Superiores.

Se nós formos sinceros a respeito de mudar os nossos caminhos, então esse compromisso verdadeiro, combinado com os toques do Shofar, literalmente destrói todas as provas contra nós.

O promotor do infame escritório de advocacia Satan e Satan perde o caso. Ele fica diante da lei universal de causa e efeito sem um único fragmento de prova.

Caso encerrado!

Porém, existem dois pré-requisitos

1. Um desejo genuíno de se transformar e de mudar os nossos caminhos é uma das forças que ativa o poder do Shofar. Se nós não quisermos realmente mudar, o som não vale nada e nós não vamos experimentar coisa alguma.

2. Se nós não tivermos certeza e convicção completas no conhecimento a respeito do poder do Shofar, as nossas dúvidas se tornam uma profecia autorrealizável. Rosh Hashaná continua sendo a mesma tradição de sempre, como tem sido há milhares de anos: uma tradição chata, sem inspiração e irrelevante para 99% do mundo. Ele vira apenas mais um desfile de moda, no qual os frequentadores da sinagoga exibem as roupas mais recentes para se sobrepor aos amigos.

Se você gostou do que leu até aqui, agora você pode ir um pouco mais fundo e aprender um pouco mais. Lembre-se: cada nova porção de sabedoria que você adquire é também a própria substância da Luz espiritual. Portanto, quanto mais você souber, mais você vai prosperar durante o evento.

Então desligue o celular por mais 2 minutos, feche o seu e-mail, ignore as suas mensagens de texto e o entregador na porta, e venha descobrir mais alguns segredos impressionantes sobre este antigo acontecimento cósmico...

10

Não se trata de um ano novo

Então qual é a confusão sobre Rosh Hashaná não ser um Ano Novo? Esta parte é um pouco mais delicada, então leia com atenção.

Código de tempo

Rosh Hashaná não é o ano novo, como se acredita comumente, mas sim a cabeça, ou a semente, do ano.

"Rosh" significa "cabeça", indicando que este é a cabeça de um ano.

Pense assim: da mesma forma que uma semente de maçã gera uma macieira, uma semente negativa gera um ano negativo. Do mesmo modo, uma semente positiva gera um ano positivo. Rosh Hashaná é a nossa oportunidade de escolher a semente que desejamos plantar para o nosso ano que vem. Assim como a sua cabeça e o seu cérebro controlam o corpo inteiro, Rosh Hashaná controla o ano inteiro. Rosh Hashaná É a semente do ano.

Quanto mais duro trabalharmos para mudar os nossos caminhos e remover os nossos traços negativos, mais energia positiva injetamos na semente. Então a semente brota e o nosso ano floresce com frutos de paz e prosperidade em vez de caos e conflito.

Por essa razão, Rosh Hashaná acontece no primeiro dia do mês hebraico conhecido como "Tishrei". Embora este seja o sétimo mês do ano no calendário hebraico, ele é conhecido como a Cabeça de todos os meses.

O Shofar ajuda a esclarecer essa conexão. (Eu arrisco dizer que não existe um rabi no planeta que saiba o que você está prestes a aprender a respeito do shofar e de Rosh Hashaná ser a Cabeça do Ano, e não o ano novo.)

O Shofar é, na verdade, um chifre de carneiro, retirado da CABEÇA de um carneiro.

Por que um carneiro? O carneiro é o signo zodiacal de Áries, o mês hebraico de Nissan, que representa o verdadeiro Ano Novo no calendário hebraico.

Então, de certo modo, nós realmente NOS conectamos ao conceito de um ano novo, mas fazemos isso na Cabeça do Ano, ou em nível de semente.

Ficou um pouco complicado? Achei que sim. Vamos tentar de novo:

  • Nós temos o poder do Ano Novo, indicado pelo chifre do Carneiro e pelo mês hebraico de Áries, ou Nissan, que é o verdadeiro ano novo.
  • E nós temos a cabeça do ano, indicada pelo mês hebraico de Tishrei e pelo fato de o shofar vir da CABEÇA do Carneiro.

Algumas dezenas de toques do Shofar, unidos ao nosso esforço de transformação verdadeira dos nossos traços negativos, nos dão o poder de assumir o controle sobre toda a Criação no que ela diz respeito à nossa vida. Nós controlamos a semente, a cabeça do ano inteiro. E nós nos elevamos ACIMA das influências das estrelas e dos planetas.

Curiosamente, esta data específica do Primeiro de Tishrei está secretamente codificada na Bíblia na primeiríssima palavra, בראשית "Beresheet", que significa "No Princípio". Se você rearranjar as letras hebraicas que compõem a palavra "Beresheet", você vai encontrar a expressão "Primeiro de Tishrei". Muito impressionante.

11

Prevenindo ataques cardíacos, derrames e guerras

No próximo artigo vamos aprofundar um pouco mais e descobrir como Rosh Hashaná pode prevenir ataques cardíacos, derrames e níveis altos do colesterol ruim e, no mesmo processo, gerar paz mundial. Vamos descobrir algumas conexões impressionantes entre o chifre do carneiro e a traqueia do corpo humano. É de explodir a cabeça.

Olha, se você leu até aqui, continue. Mas só se você realmente quiser mudar a sua vida e este mundo insano, para valer.

Continue

Parte 2 · Segredos Mais Profundos

O fígado e a raiva no Zohar, as artérias da vida, o que o Zohar já dizia sobre o colesterol há 2000 anos, e a transformação de ושט em שטן.

Ler a Parte 2
Billy Phillips
Billy Phillips Estudante de Kabbalah · kabbalahstudent.com

Este foi o texto de Billy Phillips, publicado originalmente em kabbalahstudent.com e traduzido aqui na íntegra, com a permissão do autor.

Leia mais em 137.org

Fonte: Billy Phillips, "Secrets of Rosh Hashanah", publicado em kabbalahstudent.com em 9 de setembro de 2019. Tradução integral para o português por Thiago Moshe · Insights Kabalísticos, publicada com a permissão do autor.

Billy Phillips estuda com o Rav Berg e Karen Berg desde 1989. Ele foi fundamental para tornar a Kabbalah acessível às massas, trabalhando em projetos privados e públicos sob a orientação do Rav Berg.

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Com amor e Luz,
Thiago Moshe

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