A destruição de Jerusalém, num quadro do século XIX, a memória que Tisha b'Av carrega até hoje.
Por que o mundo parece mais tenso agora,
e o que fazer com isso
Pôr do sol de 22 de julho ao anoitecer de 23 de julho, horário de São Paulo. O horário muda de cidade para cidade, confira o horário exato da sua região em myzmanim.com.
Uma meditação com água antes do jejum ↓Antes do jejum começar, os kabalistas ensinam uma meditação simples com um copo de água, atribuída ao Ari. Ela equilibra o corpo, que é majoritariamente água, e ajuda a segurar a sede ao longo do dia.
Prepare um copo cheio de água. Beba um chá quente e escove os dentes antes de começar.
A cada gole, gire o copo uma vez no sentido anti-horário e medite na combinação:
No nono gole, beba o resto da água e comece o jejum.
Ensinamento do Ari, via Daily Zohar. Leia o original.
As Três Semanas não pedem que a gente resolva o mundo. Pedem que a gente repare o que consegue alcançar, a própria reação, a própria escolha, o próprio segundo de restrição.
Esta página é uma leitura livre, não uma tradução, inspirada no ensinamento de Billy Phillips sobre Bein haMetzarim, estudante de Kabbalah com Rav Berg e Karen Berg desde 1989. O texto original, de 2013, ainda vale a leitura: leia "Negative Three Weeks" em kabbalahstudent.com. O que mudou aqui não foi o ensinamento, foram as manchetes.
"Quanto mais ego perdemos, menos negatividade há em nossas vidas." Billy Phillips, "Negative Three Weeks"
Os doze espiões voltam de Canaã; dez trazem um relatório de medo, e o povo chora, o Talmud ensina que esse choro sem propósito "plantou" as lágrimas de todos os Tisha b'Av futuros.
Os babilônios de Nabucodonosor destroem o Primeiro Templo em Jerusalém.
Os romanos, sob Tito, destroem o Segundo Templo.
Cai Betar, o último reduto da revolta de Bar Kokhba contra Roma.
Termina o prazo do decreto de expulsão dos judeus da Espanha.
A Alemanha declara guerra à Rússia, dando início à Primeira Guerra Mundial.
Começam as deportações em massa do Gueto de Varsóvia para o campo de extermínio de Treblinka.
"O 9 de Av é o pico. Este é o dia mais negativo de todo o ano, e é também, potencialmente, o maior dia do ano: o dia em que nasce o Messias." Billy Phillips, "Negative Three Weeks"
Os kabalistas ensinam que, durante Bein haMetzarim, uma quantidade extraordinária de energia desce ao mundo, mas sem os filtros espirituais que normalmente a suavizam. É força bruta, disponível para quem a receber. A pergunta nunca foi "essa energia é boa ou má". A pergunta é: quem está recebendo, e com que consciência?
Nas mãos do ego, a mesma força que poderia curar vira conflito. Nas mãos de quem escolhe compartilhar, a mesma força se torna a maior oportunidade de crescimento do ano.
Se você quer ver essa energia sem filtro em ação, não precisa ir longe. Basta olhar o noticiário desta mesma semana:
Nenhum desses eventos "prova" a Kabbalah. Mas são um espelho preciso do que os kabalistas descrevem: um mundo recebendo mais energia do que consegue conter com consciência, calor, pressão e fricção em todas as direções ao mesmo tempo.
A boa notícia é que essa mesma leitura das manchetes pode ser um convite, não um motivo de pânico. Se o mundo lá fora está mais quente, mais tenso, mais reativo, a pergunta que vale a pena fazer é: e eu?
Onde, na minha própria semana, senti aquele mesmo calor subir, na fila do trânsito, numa conversa difícil, num pensamento que voltou sozinho? Bein haMetzarim não pede que a gente resolva o mundo. Pede que, diante do mesmo calor, a gente escolha restrição em vez de reação, mesmo que só uma vez, mesmo que por um segundo a mais do que ontem.
Fontes: ensinamento inspirado em Billy Phillips, "Negative Three Weeks" (kabbalahstudent.com, 2013), leia o original. As manchetes citadas refletem a cobertura internacional da primeira semana de julho de 2026 (CNN, Democracy Now, entre outras agências).
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