A Lua Nova de Virgem abre a jornada
até Rosh Hashaná e Simchat Torah
Esta página é um mapa. Nas próximas semanas, o cosmos abre uma das janelas mais poderosas do ano: 52 dias que vão da Lua Nova de Virgem até Simchat Torah. Aqui está a contagem regressiva, o caminho inteiro e uma prática para cada dia.
para a Lua Nova de Virgem
Se houver uma única coisa a aprender em todo o mês de Virgem, é esta. Teshuvá não é arrepender-se: é voltar no tempo para arrancar e transformar as sementes negativas que plantamos. O Kabbalah Centre organiza o processo em quatro fases, e os dias 10 a 13 da jornada percorrem uma por vez.
Em breve, aqui: a meditação de Michael Berg sobre o Teshuvá.
A Lua Nova de Virgem não abre um mês qualquer. Ela abre um mapa de 52 dias que o Criador desenhou muito antes de qualquer um de nós chegar aqui. São 30 dias de preparação em Virgem, seguidos de 22 dias de transformação, de Rosh Hashaná até Simchat Torah.
Os kabalistas usam uma imagem doméstica para explicar: é como levar o carro à oficina. Duas peças são revisadas, o freio (saber quando não agir) e o acelerador (agir pelas razões certas). A maioria de nós atravessa o ano forte em um lado e cega no outro. Estes 52 dias reconstroem os dois.
Michael Berg abre o mês com um verso do Zohar, Karov hashem lechol korav, "a Luz do Criador está próxima de todos os que a chamam". E ensina que o Zohar fala exatamente deste mês.
Qualquer trabalho feito agora rende de forma exponencial, porque a distância diminuiu. O único obstáculo real não é a falta de oportunidade. É não perceber o quanto o portão está aberto.
Karen Berg ensina que a palavra Elul é um acrônimo de Ani Le'dodi Ve'dodi Li, "eu sou do meu amado e o meu amado é meu". Quem entra neste mês esperando um tribunal entrou pela porta errada.
Ela conta que, depois do erro do Bezerro de Ouro, Moshe rezou uma segunda vez, e desta vez não pediu perdão. Pediu restauração. A diferença organiza o mês inteiro: o perdão limpa o passado, a restauração devolve a proximidade.
Karen Berg atribui ao Rav Berg o ensinamento central de Virgem. Elul não é propriamente arrependimento, e sim Tashuv-Hei, retornar no tempo, ao instante anterior ao erro, ainda não contaminado.
Não fixamos o olhar no erro para sofrer. Atravessamos o erro, alcançamos o segundo anterior, e refazemos a escolha na origem. Em Rosh Hashaná poderemos dizer, com serenidade: não fui eu.
A coluna esquerda é a forma como recebemos. A pergunta não é se merecemos, e sim quais crenças silenciosas governam o nosso receber. Os kabalistas nomeiam quatro áreas onde isso fica visível: sabedoria, sustento, saúde e relacionamentos.
Quando uma delas está travada há anos, mesmo em quem faz todo o trabalho espiritual, o bloqueio raramente está no esforço. Está numa crença que a pessoa nem sabe que carrega, quase sempre herdada da vida de outra pessoa, observada de fora.
O que se revela em Virgem são os treze Atributos de Misericórdia, treze canais que descem e brilham neste mundo ao longo do mês. Ao tocá-los, enxergamos duas coisas ao mesmo tempo: o quanto poderíamos ser perfeitos, e o quanto não somos.
É por isso que Virgem carrega o julgamento como sua principal correção. E a instrução do mês é categórica: evitar o julgamento a todo custo. O Criador nos trata como tratamos os outros, então o que enviamos é o que volta.
Rav Yehuda Brandwein, mestre do Rav Berg, dizia que, se usássemos o mês de Elul de forma completa, não precisaríamos do instrumento de Rosh Hashaná. É o padrão do mês, e existe para mostrar o tamanho do que está disponível.
Mas com ele vem uma advertência que Karen Berg faz questão de repetir: seja gentil consigo mesmo. Castigar-se não é o caminho da Luz. O que recebemos nestes dias é o amor e o espaço para mudar. Se o trabalho virar autocrítica, você saiu do caminho.
Chegamos à Lua Nova como recipientes vazios, prontos para receber. A cada lua nova podemos deixar o passado para trás e nascer de novo. E esta lua nova em especial abre a estrada inteira que leva ao ano que vem.
O trabalho de hoje não é fazer mais coisas. É querer com mais verdade, e decidir agora, e não daqui a duas semanas, quanto tempo você vai dar a esta jornada. Chodesh Tov.
Se eu chego a este mês como um recipiente vazio, o que preciso soltar para que a Luz do Criador me preencha de novo?
O Sefer Yetzirah (o Livro da Formação) ensina que o Criador "entronou a letra י (Yud) sobre a ação, formando com ela o signo da donzela no espaço". Por isso o mês de Virgem é o mês do fazer, do detalhe, da correção paciente do que ainda não está pronto.
Meditar na letra Yud ao longo do mês é plantar a semente daquilo que desejamos atrair para o ano que se inicia. Imprima a letra, cole na parede, leve com você. Faça dela uma parte habitual do seu dia.
Fontes: síntese em voz de Thiago Moshe, a partir dos ensinamentos do Kabbalah Centre sobre o mês de Virgem e os 52 dias de transformação (aulas de David Ghiyam e David Grundman).
Ensinamentos citados: Karen Berg, "Um Retorno ao Criador" (Elul, a segunda oração de Moshe, o Tashuv-Hei do Rav Berg, a citação de Rav Yehuda Brandwein); Michael Berg, "The Light is Closest". A letra do mês conforme o Sefer Yetzirah. Todas as citações são paráfrases, não transcrições literais.
Comentários
Compartilhe o que este estudo despertou em você. Se algo não ficou claro, deixe a sua pergunta.
Carregando...