אֱלוּל
Lua Nova de Virgem · Mês de Elul · 5786

O Portal dos 52 Dias

A Lua Nova de Virgem abre a jornada
até Rosh Hashaná e Simchat Torah

CHODESH TOV · começa ao pôr do sol de 12 de agosto

Esta página é um mapa. Nas próximas semanas, o cosmos abre uma das janelas mais poderosas do ano: 52 dias que vão da Lua Nova de Virgem até Simchat Torah. Aqui está a contagem regressiva, o caminho inteiro e uma prática para cada dia.

A contagem regressiva
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dias
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horas
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min

para a Lua Nova de Virgem

O caminho inteiro

O mapa dos 52 dias

Pôr do sol de 12 → 13 de agosto
Lua Nova de Virgem · Rosh Chodesh Elul
O portão se abre. Começa o mês de preparação, o único que existe só para nos deixar prontos.
13 de agosto → 11 de setembro
Os 30 dias de Virgem · Elul
Preparação
Teshuvá, voltar no tempo e curar as crenças que limitam o quanto conseguimos receber.
Pôr do sol de 11 → 12 e 13 de setembro
Rosh Hashaná · dias 1 e 2 dos 22
Coluna esquerda
Uma alma nova e um destino novo. Começam os Dez Dias de Arrependimento.
Pôr do sol de 20 → 21 de setembro
Yom Kipur · dia 10 dos 22
Coluna esquerda
A máquina de lavar espiritual. Um só pedido: ajude-me a encontrar o eu perfeito.
A partir de 26 de setembro
Sukkot · dias 15 a 21 dos 22
Coluna direita
A misericórdia chega. Construímos a bússola interna do dar e do compartilhar.
3 de outubro (Israel) · 4 de outubro (diáspora)
Shmini Atseret e Simchat Torah · dia 22
Coluna central
As colunas se unem e a Luz brilha. Dançamos em círculos, porque a energia circular é infinita.
A ferramenta central do mês

As quatro fases do Teshuvá

Se houver uma única coisa a aprender em todo o mês de Virgem, é esta. Teshuvá não é arrepender-se: é voltar no tempo para arrancar e transformar as sementes negativas que plantamos. O Kabbalah Centre organiza o processo em quatro fases, e os dias 10 a 13 da jornada percorrem uma por vez.

1. Voltar ao momento 2. Sentir a dor causada 3. Refazer a cena 4. Perdoar a si mesmo
Ler "As quatro fases do Teshuvá"

Em breve, aqui: a meditação de Michael Berg sobre o Teshuvá.

Oito insights · a energia de Virgem
01

Não é uma festa isolada, é um sistema inteiro

A Lua Nova de Virgem não abre um mês qualquer. Ela abre um mapa de 52 dias que o Criador desenhou muito antes de qualquer um de nós chegar aqui. São 30 dias de preparação em Virgem, seguidos de 22 dias de transformação, de Rosh Hashaná até Simchat Torah.

Os kabalistas usam uma imagem doméstica para explicar: é como levar o carro à oficina. Duas peças são revisadas, o freio (saber quando não agir) e o acelerador (agir pelas razões certas). A maioria de nós atravessa o ano forte em um lado e cega no outro. Estes 52 dias reconstroem os dois.

02

A Luz sai para caminhar

Michael Berg abre o mês com um verso do Zohar, Karov hashem lechol korav, "a Luz do Criador está próxima de todos os que a chamam". E ensina que o Zohar fala exatamente deste mês.

"É como um rei. No palácio, chegar até ele é quase impossível. Mas quando ele sai para caminhar, qualquer um pode se aproximar." Michael Berg (paráfrase)

Qualquer trabalho feito agora rende de forma exponencial, porque a distância diminuiu. O único obstáculo real não é a falta de oportunidade. É não perceber o quanto o portão está aberto.

03

Elul é uma palavra de amor, não de culpa

Karen Berg ensina que a palavra Elul é um acrônimo de Ani Le'dodi Ve'dodi Li, "eu sou do meu amado e o meu amado é meu". Quem entra neste mês esperando um tribunal entrou pela porta errada.

Ela conta que, depois do erro do Bezerro de Ouro, Moshe rezou uma segunda vez, e desta vez não pediu perdão. Pediu restauração. A diferença organiza o mês inteiro: o perdão limpa o passado, a restauração devolve a proximidade.

04

O segredo maior: voltar no tempo

Karen Berg atribui ao Rav Berg o ensinamento central de Virgem. Elul não é propriamente arrependimento, e sim Tashuv-Hei, retornar no tempo, ao instante anterior ao erro, ainda não contaminado.

"Imagine a graça que nos é dada de arrancar pela raiz o próprio arrependimento, uma das maiores fontes da nossa dor." Karen Berg

Não fixamos o olhar no erro para sofrer. Atravessamos o erro, alcançamos o segundo anterior, e refazemos a escolha na origem. Em Rosh Hashaná poderemos dizer, com serenidade: não fui eu.

05

Onde a Luz trava: as quatro áreas

A coluna esquerda é a forma como recebemos. A pergunta não é se merecemos, e sim quais crenças silenciosas governam o nosso receber. Os kabalistas nomeiam quatro áreas onde isso fica visível: sabedoria, sustento, saúde e relacionamentos.

Quando uma delas está travada há anos, mesmo em quem faz todo o trabalho espiritual, o bloqueio raramente está no esforço. Está numa crença que a pessoa nem sabe que carrega, quase sempre herdada da vida de outra pessoa, observada de fora.

06

As treze luzes da misericórdia

O que se revela em Virgem são os treze Atributos de Misericórdia, treze canais que descem e brilham neste mundo ao longo do mês. Ao tocá-los, enxergamos duas coisas ao mesmo tempo: o quanto poderíamos ser perfeitos, e o quanto não somos.

É por isso que Virgem carrega o julgamento como sua principal correção. E a instrução do mês é categórica: evitar o julgamento a todo custo. O Criador nos trata como tratamos os outros, então o que enviamos é o que volta.

07

A tarefa não é hoje, é o ano inteiro

Rav Yehuda Brandwein, mestre do Rav Berg, dizia que, se usássemos o mês de Elul de forma completa, não precisaríamos do instrumento de Rosh Hashaná. É o padrão do mês, e existe para mostrar o tamanho do que está disponível.

Mas com ele vem uma advertência que Karen Berg faz questão de repetir: seja gentil consigo mesmo. Castigar-se não é o caminho da Luz. O que recebemos nestes dias é o amor e o espaço para mudar. Se o trabalho virar autocrítica, você saiu do caminho.

08

Comece agora: plante a semente

Chegamos à Lua Nova como recipientes vazios, prontos para receber. A cada lua nova podemos deixar o passado para trás e nascer de novo. E esta lua nova em especial abre a estrada inteira que leva ao ano que vem.

O trabalho de hoje não é fazer mais coisas. É querer com mais verdade, e decidir agora, e não daqui a duas semanas, quanto tempo você vai dar a esta jornada. Chodesh Tov.

A prática · as ferramentas de Virgem

O que fazer a cada dia deste mês

1
Chame a Luz. Reserve alguns minutos em silêncio, sem pedir nada específico. Apenas queira estar perto. Os kabalistas passavam Elul inteiro só despertando esse desejo.
2
Volte no tempo. Escolha um momento reativo do dia, volte ao segundo anterior a ele, e reconstrua a cena com você agindo de outro jeito. Isto é Tashuv-Hei.
3
Não julgue. Ao ver a negatividade de alguém, reconheça que ela também está em você, não julgue a pessoa, e reze para que ela mude. Os três passos, todos os dias.
4
Dê além do confortável. Virgem é o tempo mais poderoso do ano para a caridade. Dar de um jeito que estica tira você da versão antiga de si mesmo.
חֹדֶשׁ טוֹב Chodesh Tov · "Um bom mês"

Se eu chego a este mês como um recipiente vazio, o que preciso soltar para que a Luz do Criador me preencha de novo?

A Letra do Mês
A letra de Virgem · Sefer Yetzirah

Yud, a letra da ação

י
Yud
a ação · o fazer

O Sefer Yetzirah (o Livro da Formação) ensina que o Criador "entronou a letra י (Yud) sobre a ação, formando com ela o signo da donzela no espaço". Por isso o mês de Virgem é o mês do fazer, do detalhe, da correção paciente do que ainda não está pronto.

Meditar na letra Yud ao longo do mês é plantar a semente daquilo que desejamos atrair para o ano que se inicia. Imprima a letra, cole na parede, leve com você. Faça dela uma parte habitual do seu dia.

Fontes: síntese em voz de Thiago Moshe, a partir dos ensinamentos do Kabbalah Centre sobre o mês de Virgem e os 52 dias de transformação (aulas de David Ghiyam e David Grundman).

Ensinamentos citados: Karen Berg, "Um Retorno ao Criador" (Elul, a segunda oração de Moshe, o Tashuv-Hei do Rav Berg, a citação de Rav Yehuda Brandwein); Michael Berg, "The Light is Closest". A letra do mês conforme o Sefer Yetzirah. Todas as citações são paráfrases, não transcrições literais.

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Com amor e Luz,
Thiago Moshe

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