Uma abertura cósmica, e não um memorial. A certeza destemida do homem que abriu a Kabbalah ao mundo, disponível para nós por 24 horas.
12 de Tishrei · janela de 24h, do pôr do sol de véspera ao pôr do sol seguinte
◆ Os insights foram tirados da aula de David Zakin no Yom HaHilulá do Rav, das gravações do próprio Rav Berg incluídas nessa aula e de estudos publicados no site kabbalah.com.
Comece por aqui. Em Rav Berg, Agora e Sempre, o Kabbalah Centre Brasil apresenta o homem que, ao lado da Karen, abriu a Kabbalah para o mundo. Assista antes de acender a vela e começar o estudo.
Na hilulá de um tzadik, acender uma vela abre um canal. A chama representa a alma, luz que sobe e não se divide ao acender outras. Ao acendê-la em honra ao Rav Berg, convidamos a sua presença e o seu mérito para dentro da nossa casa e da nossa vida. Acenda a vela, feche os olhos e diga:
Rav Shraga Feivel Berg assumiu a liderança do Kabbalah Centre no início dos anos 70. Desde então, a sabedoria de Rav Shimon bar Yochai, de Rav Ashlag e de Rav Brandwein, que durante séculos esteve reservada a poucos, passou a tocar a vida de milhões de pessoas. Ele cumpriu a visão do Ari e de Rav Ashlag: a Kabbalah precisava se espalhar por toda a humanidade antes da chegada da Consciência Messiânica.
Fez isso junto com a Karen Berg, sem nenhum medo e com certeza absoluta. Arriscou a reputação, enfrentou rejeição e não ensinou a Kabbalah como misticismo: revelou-a como o manual de instruções da alma. Segundo David Zakin, foi o Rav quem escreveu todo o conteúdo do curso Kabbalah 1, a porta de entrada de gerações de alunos.
Ele cresceu como uma pessoa religiosa e teve o poder de transformar isso, tornando-se uma pessoa espiritual, em evolução constante. Sabia aprender com os seus mestres e se conectar a eles, e estava disposto a sair do conforto para estar presente para a humanidade.
Passava a maior parte do dia sentado, meditando, e mesmo assim atraía como um ímã. Pessoas poderosas, algumas rígidas e nem sempre justas, se aproximavam dele e, ao perceberem a importância da sua mensagem, mudavam: passavam a usar para o mundo todo o poder que antes usavam para si, doando do seu negócio, das suas finanças e do seu tempo.
Todos os dias, às 5 da manhã, ele ensinava as Dez Emanações Luminosas. As pessoas vinham, atraídas, e adormeciam: a vibração era intensa demais para sustentar. Um dos membros sugeriu gravar as aulas, e assim nasceram cerca de 700 horas que ligam a Kabbalah à física quântica, à criação e a cada ramo da ciência. Quem ouve o Rav dos anos 80 hoje o escuta falando fora do tempo, direto para o nosso dia a dia.
A Kabbalah ensina que, no dia em que um kabalista escolhe voltar ao mundo superior, toda a Luz que ele revelou em vida fica plenamente disponível. A Hilulá do Rav Berg é por isso uma abertura cósmica: neste dia não lamentamos, nos conectamos. O Rav abriu a Kabbalah para as massas com uma certeza que nada podia deter, e deixou um ensinamento que vai direto à raiz do sofrimento: espaço e tempo são ilusão, contentar-se com menos é ilusão, culpar o outro é ilusão. O que resta quando essas ilusões caem é a consciência, e com ela a capacidade de renovação, de cura e, no fim, de imortalidade. Ao nos conectarmos a ele nestas 24 horas, atraímos a sua certeza diante da dúvida, a sua visão quando o caminho parece confuso, a sua compaixão por todas as almas e o seu compromisso com a Luz, custe o que custar.
David Zakin lembra a primeira vez que entrou no Kabbalah Centre de Los Angeles, cerca de 25 anos atrás. Era Shabat, e havia umas 300, 350 pessoas na sala. De repente todos começaram a se levantar, e ele também se levantou. Entrou um homem acompanhado de algumas pessoas, e a energia da sala mudou: a vibração ficou mais intensa, muito mais poderosa, um tipo de tremor. Era o Rav.
Como o sol, que no momento em que brilha acende tudo, a presença dele mudava o ambiente inteiro. Então ele foi ao púlpito e deu a sua aula de Shabat com uma voz muito direta, dramática, com um chamado urgente para que as pessoas despertassem. Sem filtro. O Rav não se importava se aquilo pareceria direto demais, duro demais ou ofensivo demais, porque tinha uma mensagem que precisava chegar à humanidade.
A missão era abrir os Portões da Kabbalah e despertar as pessoas das crenças dogmáticas, das orações que não eram respondidas porque não havia afinidade com o Criador. Por essa missão, diz Zakin, ele sacrificaria a própria vida.
Espiritualmente, o Rav era um canal da Consciência de Biná, o reino da compaixão e da compreensão absolutas. O seu dom era pegar o infinito e torná-lo compreensível. Quando ele falava, não apenas ensinava: transmitia frequências de consciência.
Vocês conseguem imaginar o poder de uma pessoa para mudar toda a energia de uma sala? Esse era o poder do Rav.
A física juntou espaço e tempo numa coisa só, o espaço-tempo. O Rav vai além: nem é um conceito, é uma ilusão. Dizer "estou em dois lugares ao mesmo tempo" ainda supõe que existem dois lugares.
Pense em quem dirige horas numa estrada e de repente acorda: "Como cheguei aqui?" Ou em quem reza a Amidá e não estava ali. Ninguém pode dizer onde estamos num dado momento. O que determina onde estamos é apenas a consciência.
→ Hoje: antes de uma conexão, pergunte onde a sua consciência está, e não onde o seu corpo está.
Estou com dor de cabeça, tomo uma aspirina. Estou me enganando? Para o Rav, sim, porque me contento com dez minutos de alívio em vez de algo permanente. A religião diz "Deus sabe por que está me punindo", e a pessoa se contenta com punição.
O que parece castigo é o Or Makif, a Luz Circundante, a realização que quer entrar e chega com a aparência de problema. Não queremos que ela vá embora: queremos que entre. Por isso não se foge. Quem encara tem um benefício imediato, e o começo é a restrição.
→ Hoje: escolha um problema que você está anestesiando e dê um passo concreto na direção dele.
Há dois mil anos a humanidade tem uma arte bonita: sempre ter a quem culpar pela própria miséria. Nunca falta o culpado. E em dois mil anos, diz o Rav, o resultado foi só miséria.
Do ponto de vista kabalístico, ninguém pode fazer nada a ninguém. O quadro chamado "agora" é ilusório: numa encarnação anterior, a suposta vítima de hoje vitimou quem hoje parece culpado. É uma internalização total. Com o Rav, o Tikkun deixou de ser castigo e passou a ser o processo de lembrarmos quem somos de verdade.
→ Hoje: troque "quem fez isso comigo?" por "o que a Luz está me mostrando aqui?"
O Rav foi um dos poucos kabalistas no mundo a falar abertamente de imortalidade. Hoje, muitos cientistas preveem que ela é algo que podemos alcançar. Para David Zakin, isso só acontece porque aqueles kabalistas injetaram essa energia no mundo e disseram que somos seres imortais, capazes de renovação, de remover o caos e de curar.
O que é o Mashiach? Para o Rav, conexão total: a revelação total da realidade e a remoção total da fisicalidade do mundo da ilusão. É o que diz o verso Bila hamavet lanetzach, "Ele destruirá a morte para sempre". Isso não significa que vamos morrer quando o Mashiach vier. Pelo contrário: todos os corpos serão ressuscitados.
A força que cria a morte é o Desejo de Receber Somente para Si, que restringe e espreme a vida. Quando ele é totalmente transformado e deixa de funcionar, o que sobra é a imortalidade. Por isso a expectativa de vida, que em certo ponto dos séculos depois de Rav Shimon caiu para 35 anos, agora está subindo. Não por causa dos médicos, brinca o Rav, mas porque a Era de Aquário é revelação, e há um acúmulo de transformação: pessoas que ainda fazem o esforço de trocar o Desejo de Receber Somente para Si pelo Desejo de Compartilhar.
A missão do Rav era nada menos do que remover o caos do mundo e pôr fim à dor e ao sofrimento. Cada vez que um de nós transforma um pouco de desejo egoísta em partilha, soma a esse acúmulo.
Esta é a maior mensagem do Rav, e desejo que todos nós consigamos baixar esse programa. A vida vai ficar muito mais poderosa para cada um de nós.
Sinalizar a abertura do portal.
Acenda uma vela e diga a bênção: Rabi Shraga Feivel Berg, zechuto yagen aleinu, amen. Deixe o Zohar aberto ao seu lado.
Receber a voz fora do tempo.
Assista ou ouça pelo menos dez minutos de uma aula do Rav Berg na biblioteca do kabbalah.com.
Viver a primeira chave.
Feche os olhos e leve a consciência até alguém que você ama e que está longe. Sinta que não há distância.
Internalização total.
Escreva o nome de quem você ainda culpa por alguma dor. Ao lado de cada nome, escreva o que a Luz pode estar te mostrando.
Começar o dia do lado da Luz.
Antes de pegar o celular, diga o mantra da hilulá, no fim desta página.
Não se contentar com menos.
Escolha um problema que você vem adiando ou anestesiando e dê hoje um passo concreto na direção dele.
Espalhar a sabedoria.
Compartilhe um ensinamento do Rav com alguém, com uma história e sem pregar.
Continuar a missão.
Doe tempo, dinheiro ou talento a quem ajuda a levar Luz ao mundo.
Selar a Luz.
Escreva numa frase qual é a mensagem única que você veio trazer ao mundo, e o próximo passo para ela.
"Desperto a Luz da certeza. Conecto-me à consciência de Biná do Rav. Lembro que nada é aleatório, e escolho revelar Luz onde havia escuridão."
Explore uma biblioteca de aulas e conteúdos sobre o Rav Berg, com ensinamentos que atravessam a certeza, o destino e a coragem de compartilhar.
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