As oito semanas de retorno, cura e consciência, uma abertura cósmica para recolher as faíscas de Luz perdidas.
À medida que a leitura do livro de Shemot começa, isso sinaliza o início de uma abertura cósmica especial que dura oito semanas, dentro dos dois meses de Peixes.
A palavra SHOVAVIM é formada pelas iniciais, em hebraico, dos nomes das porções semanais da Torah deste período:
A palavra que surge dessas iniciais, SHOVAVIM, significa em hebraico "irresponsáveis" (Jeremias 3:14). Durante essas semanas, a Torah nos conta a história do Êxodo do Egito. Os kabalistas ensinam que essa história é apenas uma camada externa da abertura cósmica disponível neste período, uma abertura que nos permite alcançar uma redenção pessoal.
O Ari (Rav Isaac Luria) ensina que quanto mais detalhes existirem nessas semanas, mais profunda é a energia. A Queda de Adão teve um impacto forte em quase todos os aspectos do nosso mundo, resultando em dor e sofrimento. Os aspectos mais importantes dessa Queda foram corrigidos por Moshe e pelo povo de Israel durante o Êxodo, culminando na imortalidade no Monte Sinai, mas nem tudo foi corrigido. Todas as ferramentas usadas por Moshe no Êxodo estão disponíveis para nós durante as semanas de SHOVAVIM.
As leituras da Torah, do Zohar e as meditações especiais dessas semanas podem nos ajudar a aproximar-nos do nosso verdadeiro eu e a liberar e redimir faíscas de Luz perdidas nas klipot (cascas negativas), faíscas perdidas por meio de nossas ações irresponsáveis, nesta vida e em vidas passadas.
Medite com estes quatro passos:
SHOVAVIM não é um período de culpa, é um período de recuperação de Luz. A palavra "irresponsáveis" não aponta para julgamento, mas para inconsciência: momentos em que esquecemos quem somos.
Segundo Rav Ashlag, a maior falha espiritual não é errar, é agir sem consciência. SHOVAVIM reabre o acesso às mesmas forças espirituais que libertaram o povo do Egito, agora aplicadas ao nosso Egito interno. Michael Berg ensina que Teshuvá verdadeira não é arrependimento emocional, mas reescrita consciente da narrativa da alma. Karen Berg reforça que cada correção feita nesse período não corrige apenas o presente, mas desata nós de vidas passadas e futuras.
Este é um tempo em que o Criador não pede perfeição, mas presença.
1. Observação diária. Durante o dia, observe: onde ajo no automático? Onde busco prazer, controle ou fuga? Onde esqueço a Luz? Anote um padrão por dia, sem julgamento.
2. Teshuvá consciente. Escolha uma situação por semana e aplique os quatro passos: Identificar, Sentir, Reencenar, Comprometer-se.
3. Restrição prática. Escolha uma área para restrição consciente, palavras, impulsos, reações emocionais ou hábitos repetitivos. O objetivo: criar espaço para a Luz entrar.
4. Ação proativa de Luz. Para cada padrão identificado, faça uma ação oposta: julgamento vira compaixão, preguiça vira esforço, medo vira confiança.
Eu assumo responsabilidade pela minha consciência.
Onde houve esquecimento, eu trago Luz.
Onde perdi faíscas, eu as recolho.
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