Shemot abre a jornada da escuridão à redenção. Nesta semana, aprendemos a nos conectar à Luz Circundante, a Luz grande demais para caber em nós, e a despertá-la para sair do nosso Egito interior.
A semana da parashá Shemot
✦ Estudo autoguiado baseado nos ensinamentos de Michael Berg e em artigos publicados no site kabbalah.com.
A palavra hebraica para Egito é Mitzrayim, e ela quer dizer "lugares estreitos". Isso muda a leitura do livro inteiro que começa aqui. O Egito da porção não é só um país com um faraó. É o nome de qualquer lugar apertado em que uma pessoa se encontra, e a pergunta da semana é de onde vem a saída.
Existe uma Luz grande demais para caber nos nossos vasos, a Luz Circundante, Ohr Makif. Ela nos envolve mesmo quando ainda não conseguimos contê-la, e é por isso que a escuridão nunca é o quadro completo. Toda escuridão, na leitura kabalística, é um convite para revelar uma Luz maior.
Os dois níveis mais elevados da alma, Chayá e Yechidá, são o canal dessa Luz. Quando eles despertam, a escuridão do mundo é removida. E não é preciso merecer isso por esforço perfeito: a Luz Circundante é despertada pela conexão e pelo desejo de estar com o Criador.
Este é o ponto que a semana inteira sustenta. A saída do nosso Egito interior não vem de dentro da limitação. Vem da Luz que está fora dela. Por isso não adianta apertar mais o mesmo lugar apertado, esperando que ele se abra sozinho.
Mitzrayim nomeia qualquer aperto, não só um país. Toda escuridão é um convite para revelar uma Luz maior.
A Ohr Makif é grande demais para os nossos vasos e nos envolve mesmo quando não conseguimos contê-la.
Os dois níveis mais altos da alma são o canal dessa Luz. Quando despertam, a escuridão do mundo é removida.
A Luz Circundante não se conquista com esforço perfeito. Ela é despertada pela conexão e pelo desejo.
Sair do Egito interior não acontece de dentro da limitação, e sim pela Luz que vem de fora dela.
A parashá Shemot nos coloca no início do exílio: os filhos de Israel descem ao Egito, Mitzrayim, a palavra que significa "lugares estreitos". A Kabbalah lê esse Egito como qualquer limitação em que nos sentimos presos. E a resposta para a estreiteza não está dentro dela. Michael Berg ensina que existe uma Luz grande demais para caber nos nossos vasos, a Luz Circundante, e que os níveis mais altos da alma, Chayá e Yechidá, são o canal por onde ela desce. Quando essa Luz é despertada, a escuridão não precisa ser combatida: ela simplesmente deixa de existir diante de tanta claridade. Navegar a semana de Shemot é aprender a nos abrir a essa Luz maior, não pela força, mas pela vontade de estar em união com o Criador.
Michael Berg descreve o instante mais íntimo dessa união, e a Luz que ela desperta:
Trazer a escuridão à consciência.
escreva a limitação em que você se sente preso agora.
Abrir-se ao Ohr Makif.
visualize uma Luz que te envolve, grande demais para caber em você.
Despertar Chayá e Yechidá.
antes de dormir, diga em silêncio "quero estar apenas com o Criador".
Iniciar o êxodo pessoal.
faça algo que a sua limitação dizia ser impossível.
Fixar a Luz revelada.
anote onde a Luz entrou na sua semana.
"A Luz que me rodeia é maior que qualquer estreiteza, eu me abro a ela e a escuridão se dissolve."
Que a semana de Shemot seja o começo do seu êxodo, da estreiteza para a amplidão, da escuridão para a Luz que sempre esteve te rodeando. Shavua Tov.
Assista à aula de Michael Berg, "Connecting Surrounding Light", que inspira este estudo:
onehouse.kabbalah.com · Connecting Surrounding Light
Acesso livre, sem assinatura: kabbalah.envoy.gift/xkYzLv
Se alguém que você ama está espremido e tentando resolver por dentro do próprio aperto, esta porção diz de onde a saída costuma vir.
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