A alegria de Shemini nasce de enxergar o fim, e os nossos erros fazem parte do caminho.
Estudo semanal · Segunda a sexta
✦ Todos os insights foram tirados de artigos de Michael Berg publicados em onehouse.kabbalah.com.
O Zohar diz que, no dia em que o Mishkan foi montado, houve a alegria do primeiro dia da Criação. Para Michael Berg, três vezes na história o mundo todo pôde ser reunido e dirigido à Luz: Adam, o Sinai e o Mishkan. Em cada uma houve uma queda, então onde está a alegria?
Rav Ashlag ensina que o Criador, acima do tempo, viu desde o início um mundo sem dor, sofrimento, morte nem falta, e viu também as subidas e descidas, que não pesam. Quem se conecta a esse pensamento é arrastado até o fim, e é daí que vem a alegria constante.
Aharon, ao tomar o ouro nas mãos, tornou possível o bezerro, e por isso não se sentia capaz de servir. Moshe lhe diz que essa queda foi o que o preparou: a Luz repousa sobre o mais baixo. Michael Berg conclui que um dos maiores erros é achar que cometemos erros.
Adam, o Sinai e o Mishkan: o mundo todo podia se dirigir à Luz e, em cada vez, houve queda.
A visão de um mundo sem dor, sofrimento nem morte que o Criador teve desde o início.
Não de pedir Luz para mim, e sim de unir o mundo e dirigi-lo à Luz.
O ouro nas mãos de Aharon tornou o bezerro possível, e essa queda o preparou para servir.
A Luz participa de cada momento, inclusive dos erros. Eles são perfeitos para o nosso processo.
Shemini conta o oitavo dia do Mishkan, e o Zohar compara a sua alegria à do primeiro dia da Criação. Michael Berg lembra os três momentos em que o mundo todo podia se voltar à Luz: a criação de Adam, o Sinai e o Mishkan. Em todos houve uma queda, e a resposta de Rav Ashlag é o Pensamento da Criação: o Criador, acima do tempo, viu desde o começo um mundo de plenitude, e as quedas, na perspectiva dele, nem pesam.
É isso que nos dá alegria constante. Se vamos à conexão só para pedir ajuda para a nossa vida, atraímos Luz, mas não nos conectamos a esse pensamento. Quando a intenção é reunir o mundo e aproximá-lo um passo da Luz, a consciência se liga ao fim, onde só há conexão e alegria.
O segundo artigo conta a parte que parecia impossível: Aharon via o bezerro de ouro em todo o altar e disse que não podia servir. Moshe responde que a queda é exatamente o que o preparou, porque a Luz repousa sobre o mais baixo. Se temos certeza na Luz, ela está presente em todo momento, inclusive nos erros. Eles não são tropeços: são perfeitos para o nosso processo.
Começar pelo Pensamento da Criação.
De manhã, imagine o mundo sem dor, sofrimento ou morte, como o Criador o viu. Leve essa imagem para o dia.
Conectar-se para o mundo.
Antes de qualquer conexão, diga: "Que esta conexão traga o mundo um passo mais perto da Luz." Observe a diferença.
Notar onde ela já está.
Observe um momento do dia com algum desafio e procure a alegria de quem enxerga o fim. Anote o que mudou.
Ver a perfeição do processo.
Escolha um erro antigo que você ainda lamenta. Pergunte: "Para que ele me preparou?" Agradeça à Luz por ele.
Unir alegria e processo.
Escreva o que a alegria de enxergar o fim mudou na sua semana. Agradeça à Luz e leve a nova intenção adiante.
Conecto-me ao Pensamento da Criação.
Meu erro foi perfeito, e a alegria me conduz ao fim.
Que esta semana de Shemini ajude você a viver com a alegria de quem enxerga o fim e a perfeição do caminho. Shavua Tov!
Conectando-se à Alegria por meio do Pensamento da Criação, por Michael Berg
Nossos Erros São Perfeitos, por Michael Berg
Se alguém que você ama carrega um erro do passado, esta porção mostra o que ele pode ter preparado.
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