Os códigos de cura e imortalidade,
e o poder dos nossos pensamentos
Esta página é uma síntese da consciência da semana de Pinchas, a porção mais ligada à cura em todo o ano, e uma ponte com os ensinamentos de Louise Hay, a mãe das afirmações positivas. Duas linguagens, uma só verdade: a sua consciência é o programa que bloqueia ou liberta a cura que já vive dentro de você.
Pinchas teve a coragem de ir contra a “natureza robótica” e deteve uma praga que já tinha tirado 24.000 vidas. Por isso recebeu a Aliança da Paz, que, ensina o Zohar, significa liberdade da morte. O trabalho desta semana é o mesmo: passar da consciência de morte para a consciência de vida.
Pinchas é, em todo o ano, a porção mais ligada à cura. À primeira vista, isso é estranho: a história fala de uma praga e de um ato de coragem, não de medicina. Mas o Zohar escolhe exatamente esta seção para falar do corpo humano, de cada osso, cada órgão, e da força que dá vida a cada um deles.
Rav Berg ensina que aqui se escondem os segredos mais poderosos de cura e imortalidade disponíveis no ano. A semana abre uma janela rara. A pergunta é simples: vamos atravessá-la?
O que é cura, na visão da Kabbalah? Rav Berg é direto: a cura tem a ver com o sistema imunológico, esse sistema puro e natural que a Luz do Criador colocou dentro de cada pessoa. A causa de toda doença, diz o Zohar, é a incapacidade desse sistema interno de combater a doença.
Ou seja: a Luz não envia a cura de fora. Ela já plantou um curador dentro de você. O trabalho espiritual não é implorar por algo distante, é reativar aquilo que já existe e parou de funcionar.
Quando Pinchas recebe a Aliança da Paz (שָׁלוֹם, Shalom), Moshe é instruído por Yud-Hei-Vav-Hei a escrever a letra ו (Vav) com uma rachadura fina no meio. Numa Torah, uma letra rachada normalmente invalida todo o rolo. Aqui, a rachadura é proposital.
O Zohar explica: a separação representa o que acontece na morte, corpo e alma se partem. Shalom significa inteireza: corpo e alma unidos para sempre. E aqui está a chave da semana: o Zohar diz que não podemos cortar a negatividade, ela volta, porque não eliminamos a sua raiz. O que podemos fazer é transformá-la de volta em inteireza, assim como o Vav partido pode ser tornado inteiro.
Aqui entra a ponte com Louise Hay, a mãe das afirmações positivas. Ela usava uma imagem que toda a nossa geração entende: a mente subconsciente é como o sistema operacional de um computador. Ela não discute, não julga, não questiona, apenas executa o programa que instalamos nela.
É a mesma sabedoria de Pinchas, em outra linguagem. O sistema interno de cura existe; mas é a consciência que o liga ou o desliga. Se rodamos, o dia inteiro, um programa de medo, de culpa e de “eu não mereço”, é esse programa que o corpo e a vida obedecem.
Repare como as duas linguagens se encontram com perfeição. O Zohar diz: não corte a negatividade, transforme-a. Louise Hay diz: você não vence um pensamento negativo brigando com ele, você instala um pensamento novo no lugar. É o mesmo gesto. Não se arranca; se reprograma.
Louise identificava nos seus pacientes os padrões, os programas antigos rodando em silêncio. E oferecia uma afirmação simples para reescrevê-los, a mais importante de todas, dita diante do espelho.
Mas a Kabbalah acrescenta algo que as afirmações sozinhas não alcançam: o milagre da cura se revela quando estamos dispostos a nos doar completamente pelos outros. Os mestres chamam isso de mesirut nefesh, autossacrifício espiritual. Foi assim com Pinchas: ele agiu, não apenas desejou.
Por isso Michael Berg ensina que a cura exige ação, não esperança passiva. E o ato mais poderoso é dar a quem o nosso ego julga indigno porque é justamente esse atrito que derruba os muros do ego e abre espaço para o milagre.
A tradição revela que Pinchas é Eliyahu, o profeta (Elias), aquele que anuncia a redenção final. E Michael Berg ensina que todo despertar que vai além do normal vem acompanhado de Eliyahu, que remove o julgamento de cima de nós e amplia a nossa capacidade de receber milagres.
Ele pode se revelar em três níveis: na alma, na mente e no corpo. O nosso trabalho é convidá-lo conscientemente. E a ferramenta da semana é o Zohar: mesmo poucos versos da porção de Pinchas, especialmente à meia-noite, ressoam muito além do normal.
Tudo desta semana se reúne numa só prática: escolher a palavra que você diz sobre si mesmo. Pinchas restaurou o sistema interno de cura. Louise Hay nos lembra que a palavra é o programa que esse sistema obedece. E o ponto de poder está sempre agora, não no passado que dói, mas no pensamento que você escolhe neste instante.
Esta semana, escute os programas de morte que você ainda repete, e, no lugar de cada um, diga em voz alta uma palavra de vida. Compartilhe com alguém. Estude o Zohar. Doe onde dói. E confie: a cura não vem de fora. Ela já está dentro, esperando a sua consciência dizer sim.
Qual programa de morte eu ainda repito sobre mim mesmo, e qual palavra de vida posso escolher dizer hoje?
Cinco palavras. A oração de cura mais antiga da Torah, o grito de Moshe pela cura de sua irmã Miriam: "Deus, por favor, cura, por favor."
Não é uma frase para entender com a mente. É um código de som, uma vibração de cura que age num nível muito mais profundo do que o pensamento. Nosso papel é simples: aparecer e se conectar.
Por isso eu te convido: deixe essa meditação tocando. No carro, ao acordar, antes de dormir. Quanto mais você ouve, mais esse som de cura vai se tornando parte de você.
E quando estivermos meditando juntos no Zohar, a tecnologia de Luz mais poderosa que temos, não recebamos essa energia só para nós. Pense em alguém que precisa de cura agora (confira a lista de nomes no nosso site).
E enquanto o Zohar trabalha e o El Na Refa Na La vibra, direcione essa Luz para essas pessoas.
A cura que você compartilha é a cura que volta para você. Esse é o segredo.
Continue ouvindo. Continue meditando. Continue enviando Luz.
Melodia de Michael Berg · escaneie da direita para a esquerda.
Neste vídeo, Yehuda Ashkenazi, professor do Kabbalah Centre de Los Angeles, entoa o El Na Refa Na La junto com um mantra tibetano/sânscrito, unindo as duas vibrações de cura.
Reze junto · adicione um nome à Lista de Cura →A ponte: os ensinamentos de Louise Hay ("Você Pode Curar Sua Vida", afirmações · exercício do espelho) são citados como um paralelo contemporâneo à consciência de Pinchas, não como parte do ensinamento do Kabbalah Centre, mas como uma ponte para entendê-lo.
Síntese e adaptação na voz de Thiago Moshe · Insights Kabalísticos.
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