O ensinamento de Michael Berg
sobre o novo caminho que Teshuvá abre
Esta página é uma síntese da palestra de Michael Berg sobre Nitzavim-Vayeilech. Teshuvá começa quando reconhecemos o que precisa mudar, mas termina em outro lugar: numa conexão nova com o poder da nossa alma e com toda a Luz que ainda podemos revelar.
Michael Berg ensina que corrigir o passado é a porta de Teshuvá, não o seu destino. O destino é reconhecer de novo quem somos, sentir a faísca divina da alma e abrir um caminho que antes não existia.
Rever ações e corrigir falhas importa, mas é apenas o primeiro passo. Michael Berg ensina que o objetivo final de Teshuvá é uma reconexão completa, uma relação nova com a Luz do Criador e com a nossa própria alma.
O verso citado na palestra fala de um caminho criado no oceano e nas águas turbulentas. A imagem revela a dádiva de Elul: mesmo depois de nossas falhas, não precisamos voltar pela estrada antiga. Uma passagem nova pode surgir exatamente onde parecia não haver chão.
Rabi Naftali de Ropshitz ensina que, nos mundos superiores, uma ação negativa é anunciada como o começo de um novo caminho de conexão. A falha rompe a ligação anterior, mas também exige que encontremos uma forma mais próxima e verdadeira de voltar.
Talvez tenhamos feito dez, vinte ou oitenta por cento do trabalho. A consciência deste Shabat é que, quando fazemos honestamente a nossa parte, a Luz do Criador nos abraça e leva o processo até uma reconexão completa.
Sefat Emet leva o ensinamento ainda mais fundo. A reconexão não é apenas com algo externo. É com a força divina que vive dentro de nós. O teste deste Shabat é simples e exigente: eu reconheço melhor o meu poder e quem eu vim ser?
Michael Berg desloca o foco do que fizemos de errado para tudo o que poderíamos ter feito e não fizemos. Talvez ajudássemos cinco pessoas quando nossa alma tinha força para alcançar cem. Essa distância não serve para nos esmagar. Ela revela a medida real do nosso potencial.
O ensinamento de Rabi Yosef Weinstock é direto: a Luz da alma que não revelamos não fica neutra. Ela é entregue à força da serpente, símbolo da escuridão destrutiva. O trabalho do Zohar é ajudar o indivíduo e o coletivo a separar a Luz da escuridão e sair do exílio interior.
Michael Berg compara esse processo a alguém que recupera apenas cem dólares porque nunca percebeu que lhe roubaram cem mil. Neste Shabat, quanto mais honestamente reconhecemos o tamanho do potencial que não realizamos, mais Luz podemos receber de volta para o novo ano.
Se eu reconhecesse hoje todo o poder da minha alma, quem receberia a minha Luz amanhã?
Palestra original: Michael Berg, “Nitzavim-Vayeilech: Creating A New Pathway to Our Soul”, Kabbalah Centre, gravada em 28 de setembro de 2024. Esta página é uma síntese em voz própria de Thiago Moshe, não uma transcrição. Os trechos em hebraico e aramaico aparecem ilegíveis na transcrição fornecida e, por fidelidade, não foram reproduzidos. As duas palavras hebraicas exibidas nesta página, teshuvá e neshamá, são formas padrão compostas pelo editor para nomear o movimento do ensinamento, e não citações do texto lido na palestra.
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