Olhar para o rosto do rei, e não para as moedas, mantém as bênçãos fluindo.
Estudo semanal · Segunda a sexta
✦ Todos os insights foram tirados de artigos de Michael Berg publicados em onehouse.kabbalah.com.
O começo da porção fala de contar o povo, e o Zohar ensina que nem a bênção nem a Luz repousam sobre o que é contado. Michael Berg dá a imagem: diante de um rei que nos dá moedas, não contamos as moedas, olhamos o rosto do rei. Enquanto olhamos para ele, ele continua a dar.
Uma bênção verdadeira é aquela que se multiplica para sempre. Ela para quando passamos a dizer "isto é meu", seja sobre os filhos, a saúde ou o negócio. O remédio é um apreço sempre maior pela Luz que está dentro de cada bênção, como acontece nas relações que perdem o brilho quando o outro passa a ser "nosso".
Segundo Rav Ashlag, toda dor, falta ou tristeza tem uma só causa: a alma está distante da Luz do Criador. Michael Berg propõe parar, no meio da escuridão, e dizer: "sei por que isto acontece". Quando o desejo espiritual cresce, os limites que cercam as nossas bênçãos também se rompem.
Na hora de receber, olhe para a Luz, e não para o que recebe: assim a dádiva continua.
Se uma bênção parou de crescer, algo encerrou o seu fluxo. Ela foi feita para multiplicar.
Chamar de "minha" uma bênção tira o apreço, e sem apreço a Luz deixa de fluir.
A dor e a falta nascem da distância entre a alma e a Luz, e não dos acontecimentos.
Se o desejo é sempre o mesmo, as bênçãos ficam sempre no mesmo limite. É preciso despertar um desejo maior.
A porção Ki Tisa começa contando os Israelitas, e o Zohar ensina a não contá-los para que a bênção desça e permaneça. Michael Berg explica: quando contamos uma bênção, a encerramos. Como diante de um rei que nos dá moedas, o olhar deve estar no rosto de quem dá. Uma bênção de verdade se multiplica para sempre, como a semente que vira árvore, e só deixa de crescer quando o ego entra e a faz "minha".
Por isso o trabalho é cultivar um apreço cada vez maior, sobretudo pelo que já temos. Quando o apreço cai, a Luz deixa de fluir naquela bênção, e ela pode levar cinco, dez ou cinquenta anos para morrer, mas o processo já começou. É assim que as relações esfriam e os dons se apagam.
O segundo artigo mostra por onde ir além. A vida de cada um nasce com um conjunto de bênçãos possíveis, mas o limite delas é o limite do nosso desejo espiritual. Rav Ashlag oferece uma ferramenta prática: diante da tristeza ou da falta, parar e reconhecer que a única razão é a distância da alma. Esse pensamento já começa a reaproximar. Com um desejo maior, rompem-se os limites, como no verso de David: "meu cálice transborda".
Receber sem contar.
Ao receber algo hoje, um elogio, um pagamento, um favor, pare e agradeça à Luz antes de avaliar o que veio.
Soltar o que parece posse.
Escolha uma bênção, um filho, a saúde, o trabalho. Troque "é meu" por "foi dado". Observe como o apreço muda.
Redescobrir o que ficou comum.
Escreva três bênçãos que você deixou de notar. Agradeça por cada uma com o mesmo entusiasmo do primeiro dia.
Usar a ferramenta de Rav Ashlag.
Quando surgir tristeza ou falta, pare e diga: "Sei por que isto acontece: minha alma está distante da Luz." Peça aproximação.
Despertar um desejo maior que o de ontem.
Pergunte: "O meu desejo cresceu esta semana?" Escolha uma nova forma de despertá-lo e agradeça à Luz.
Olho para a Luz, e não para as moedas.
Deixo o meu desejo crescer, e as bênçãos crescem com ele.
Que esta semana de Ki Tisa ajude você a receber com apreço, nunca contar e ampliar o desejo. Shavua Tov!
Não Conte Suas Bênçãos, por Michael Berg
Quebrar os limites que cercam nossas bênçãos, por Michael Berg
Se alguém que você ama já perdeu o brilho com o que tem, esta porção fala de como reacendê-lo.
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