Três vezes a palavra "dizer" abre a porção, e esconde a ferramenta que purifica.
Estudo semanal · Segunda a sexta
✦ Todos os insights vêm de a aula de Shabat de Michael Berg sobre a porção Emor, sobre a única forma de perfurar o véu da ilusão.
A Luz do Criador brilha sem parar, e onde ela brilha não há dor, escassez nem morte. Esse é o plano da Etz HaChayim, a Árvore da Vida. Mas vivemos na ilusão da Etz HaDa'at Tov VeRa, a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Esse é o único problema, e o propósito do trabalho espiritual é perfurar esse véu.
Salmos 12:7 diz: Imrot Hashem amarot tehorot, as palavras do Criador são palavras purificadoras. Michael Berg pede que cada um chegue ao Shabat com essa consciência: não viemos por sabedoria, viemos para que essas palavras removam as nossas cascas, as klipot.
Duas pessoas podem ouvir a mesma leitura. Quem se agarra a ela com necessidade urgente, machazikim ba, recebe muito mais Luz. Vale o mesmo para o Zohar: não como mais uma ferramenta espiritual, e sim como a que purifica a experiência de vida.
O primeiro verso repete emor três vezes. O Criador fala conosco hoje, não só com Moshe.
Há a realidade da Luz e a camada de ilusão. Toda escassez e dor vêm da casca.
Guarde este verso: as palavras do Criador purificam quem se conecta a elas com essa consciência.
O mundo nasceu de dez ditos do Criador. Os bebês mostram essa pureza. As cascas vieram depois, com o egoísmo.
Duas ferramentas removem as cascas: a leitura da Torah no Shabat e o Zohar todos os dias.
A porção Emor começa com uma frase estranha: Vayomer Hashem el Moshe, emor, a palavra "dizer" repetida três vezes. Para Michael Berg, esse é o segredo da semana. O Criador está falando com cada um de nós, e o que Ele diz é que há duas realidades: a Árvore da Vida, onde só há Luz e bênçãos, e a ilusão da Árvore do Conhecimento, onde vivemos escassez, dor e medo.
O trabalho espiritual existe para perfurar essa ilusão. E as ferramentas que o Criador entregou para isso são as suas próprias palavras: Imrot Hashem amarot tehorot. O mundo foi criado por dez ditos, e tudo nasce puro. Quando ouvimos a Torah e lemos o Zohar com a consciência de purificar, pedimos que essas palavras removam as cascas e devolvam a conexão original da alma com a Luz.
Isso explica o fim do verso. A impureza, tumah, não é algo que nos faz maus: são apenas as cascas que colocamos sobre nós. A pureza, taharah, é quando elas saem. E a Luz é revelada na medida em que nos agarramos desesperadamente a essas palavras. Por isso a pergunta da semana é: com que desespero eu me conecto ao Zohar todos os dias?
Ver onde a casca fala mais alto.
Anote uma situação de escassez, medo ou dor. Diga: "Isto é a casca, não é a realidade da Luz."
Gravar o verso que guia a semana.
Repita Imrot Hashem amarot tehorot e o seu sentido. Leve-o consigo antes de qualquer leitura do dia.
Mudar a consciência da leitura.
Ao abrir o Zohar, não leia para entender. Peça que as palavras removam as suas cascas.
Trazer urgência à conexão.
Faça a sua conexão como quem precisa dela de verdade. Fique até sentir que se agarrou.
Escolher a Árvore da Vida.
Escreva o que mudou ao ler com essa consciência. Agradeça à Luz e decida como vai receber o Shabat.
As palavras do Criador me purificam.
Removo as cascas e escolho a Árvore da Vida.
Que esta semana de Emor ajude você a ler com desejo de purificar e viver mais perto da Árvore da Vida. Shavua Tov!
Se alguém que você ama vive cercado de escassez e medo, esta porção fala de uma saída que está ao alcance de todos.
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