"A esperança é a semente de todo milagre."
Às vezes, o coração tem medo de esperar, como se ter esperança fosse se expor a uma decepção. A mente tenta se proteger: "melhor não criar expectativa". Mas a Kabbalah ensina o contrário: a esperança é sagrada, é força, é o que mantém a porta da cura aberta.
Desistir de esperar não protege o coração, apenas o escurece. A esperança, por outro lado, não é uma aposta ingênua: é uma escolha de consciência. É decidir de que lado da história você vai olhar. E essa escolha, ensinam os kabalistas, tem poder real sobre o que se abre ou se fecha na sua vida.
Hoje, você tem permissão para esperar o bem. Não porque tudo está garantido, mas porque a sua alma sabe que a Luz não abandonou a sua história.
Esperar não é ignorar a realidade. É escolher, dentro da realidade, olhar para a possibilidade da Luz. Rav Berg ensinava que a certeza é o combustível dos milagres, e a esperança é o primeiro passo em direção a essa certeza. A pessoa que espera o bem não está negando o diagnóstico, está se recusando a entregar a ele a palavra final. Entre os fatos e o desfecho, existe um espaço, e é nesse espaço que a esperança trabalha.
O que você mantém no coração molda o campo ao seu redor. Quando você nutre esperança, você abre espaço para que o bem aconteça. É como abrir as cortinas: a luz já estava lá fora, esperando entrar. A Kabbalah ensina que a consciência é o recipiente: onde há esperança, o vaso está aberto, onde há desespero, o vaso se fecha. Nutrir esperança é, literalmente, preparar espaço para receber.
A esperança é preciosa, e, como tudo que é precioso, precisa ser protegida. Proteja-a das estatísticas ditas sem cuidado, das histórias de medo que as pessoas contam sem perceber, dos pensamentos que chegam às três da manhã. Você não é obrigada a absorver tudo o que dizem ao seu redor. Escolha o que entra. Cerque-se de vozes que acendem a sua Luz, e dê a si mesma permissão para se afastar, com amor, do que a apaga.
Você não precisa ter esperança para o ano inteiro. Só para hoje. E amanhã, de novo, só para amanhã. Como o maná no deserto, que caía a cada manhã na medida exata daquele dia, a esperança se renova diariamente, sempre suficiente, sempre nova. Se hoje ela parecer pequena, tudo bem: a de amanhã ainda não chegou, e ela vem inteira.
“Eu tenho permissão para ter esperança. A esperança abre em mim a porta da cura.”
Feche os olhos. Respire fundo.
Imagine o primeiro raio de sol de uma manhã nova tocando o seu rosto.
Sinta esse calor dizendo, baixinho: “Há mais vida pela frente.”
Deixe a esperança preencher o seu peito como essa luz da manhã.
E diga internamente: “Eu me abro para o bem que ainda vem.”
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